sábado, 31 de maio de 2008
Bíblia de Navarra
Descubro no "Fiat Lux" a edição online dos comentários ao Evangelho da Bíblia de Navarra. Worth reading.
domingo, 25 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
“Na margem, junta-se o que for bom”
De Santo Agostinho
Fonte
“Ele governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95, 13). Que justiça e que fidelidade? Juntará em Seu redor os eleitos (Mc 13, 27) e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda (Mt 25, 33). Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem querido exercer misericórdia antes da chegada do juiz não poderão esperar dele misericórdia. Aqueles que tiverem querido exercer a misericórdia serão julgados com misericórdia (Lc 6, 37). Porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo”; e atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber”, e por aí fora (Mt 25, 31ss.).
Porque tu és injusto, não há-de o juiz ser justo? Porque te acontece mentir, não há-de a verdade ser verídica? Se queres encontrar um juiz misericordioso, sê misericordioso antes que Ele chegue. Perdoa a quem te tiver ofendido; dá dos teus bens, se possuis em abundância. […] Dá o que dele recebes: “Que tens tu, que não hajas recebido?” (1Cor 4, 7). Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se isso levarmos, esperaremos com segurança o advento do juiz, desse juiz que “governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade”.
Fonte
“Ele governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95, 13). Que justiça e que fidelidade? Juntará em Seu redor os eleitos (Mc 13, 27) e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda (Mt 25, 33). Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem querido exercer misericórdia antes da chegada do juiz não poderão esperar dele misericórdia. Aqueles que tiverem querido exercer a misericórdia serão julgados com misericórdia (Lc 6, 37). Porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo”; e atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber”, e por aí fora (Mt 25, 31ss.).
Porque tu és injusto, não há-de o juiz ser justo? Porque te acontece mentir, não há-de a verdade ser verídica? Se queres encontrar um juiz misericordioso, sê misericordioso antes que Ele chegue. Perdoa a quem te tiver ofendido; dá dos teus bens, se possuis em abundância. […] Dá o que dele recebes: “Que tens tu, que não hajas recebido?” (1Cor 4, 7). Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se isso levarmos, esperaremos com segurança o advento do juiz, desse juiz que “governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade”.
“Com que autoridade fazes isso?”
De Santo Hilário de Poitiers
Fonte
Pertence claramente ao Pai, este Filho que se parece com Ele. Vem dele, este Filho que podemos comparar com Ele, porque lhe é semelhante. É seu igual, este Filho que realiza as mesmas obras que Ele (Jo 5, 36). […] Sim, o Filho realiza as mesmas obras que o Pai; é por isso que nos pede que acreditemos que é o Filho de Deus. Não se arroga um título que não Lhe seja devido; não é nas Suas próprias obras que apoia esta reivindicação. Não! Dá testemunho de que não são as Suas próprias obras, mas as obras do Pai, atestando assim que o brilho dos Seus actos Lhe vem da sua origem divina. Mas como poderiam os homens ter reconhecido nele o Filho de Deus, no mistério desse corpo que Ele tinha assumido, nesse homem nascido de Maria? Foi para lhes encher o coração de fé em Si que o Senhor realizou todas estas obras. “Se faço as obras de meu Pai e não credes em Mim, crede nas Minhas obras” (Jo 10, 38).
Se a humilde condição do Seu corpo nos parecer um obstáculo para acreditarmos na Sua palavra, pede-nos que acreditemos ao menos nas Suas obras. Com efeito, por que haveria o mistério do Seu nascimento humano de nos impedir de perceber o Seu nascimento divino? […] “Se não credes em Mim, crede nas Minhas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em Mim e Eu nele” […].
Tal é a natureza que possui por nascimento; tal o mistério de uma fé que nos garantirá a salvação: não dividir aqueles que são um, não privar o Filho da Sua natureza e proclamar a verdade do Deus Vivo, nascido do Deus Vivo. […] “Assim como o Pai, que vive, Me enviou, Eu vivo pelo Pai” (Jo 6, 57). “Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter a vida em Si mesmo” (Jo 5, 26).
Fonte
Pertence claramente ao Pai, este Filho que se parece com Ele. Vem dele, este Filho que podemos comparar com Ele, porque lhe é semelhante. É seu igual, este Filho que realiza as mesmas obras que Ele (Jo 5, 36). […] Sim, o Filho realiza as mesmas obras que o Pai; é por isso que nos pede que acreditemos que é o Filho de Deus. Não se arroga um título que não Lhe seja devido; não é nas Suas próprias obras que apoia esta reivindicação. Não! Dá testemunho de que não são as Suas próprias obras, mas as obras do Pai, atestando assim que o brilho dos Seus actos Lhe vem da sua origem divina. Mas como poderiam os homens ter reconhecido nele o Filho de Deus, no mistério desse corpo que Ele tinha assumido, nesse homem nascido de Maria? Foi para lhes encher o coração de fé em Si que o Senhor realizou todas estas obras. “Se faço as obras de meu Pai e não credes em Mim, crede nas Minhas obras” (Jo 10, 38).
Se a humilde condição do Seu corpo nos parecer um obstáculo para acreditarmos na Sua palavra, pede-nos que acreditemos ao menos nas Suas obras. Com efeito, por que haveria o mistério do Seu nascimento humano de nos impedir de perceber o Seu nascimento divino? […] “Se não credes em Mim, crede nas Minhas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em Mim e Eu nele” […].
Tal é a natureza que possui por nascimento; tal o mistério de uma fé que nos garantirá a salvação: não dividir aqueles que são um, não privar o Filho da Sua natureza e proclamar a verdade do Deus Vivo, nascido do Deus Vivo. […] “Assim como o Pai, que vive, Me enviou, Eu vivo pelo Pai” (Jo 6, 57). “Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter a vida em Si mesmo” (Jo 5, 26).


